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Expedição Transamazonica

No ritmo da aventura

 
 

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Diário de Bordo:

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Nessa seção você fica por dentro de toda emoção da Expedição Transamazonica, conferindo as últimas notícias sobre o evento.

30/12/2008

Notícias direto do trecho

Expedição Transamazonica 01Pará - Os municípios em torno da rodovia BR-163 no oeste do Estado começam a sofrer com as fortes chuvas que caem sobre a região. O inverno ainda está começando, mas já causa grande estrago na rodovia. Desde sábado (27), por conta da chuva, o trecho que liga Moraes de Almeida (Itaituba) à Novo Progresso foi interditado.

Com a força das águas houve deslocamento de um bueiro sobre um córrego e formou uma cratera de aproximadamente 10 metros de profundidade. O trecho está interditado e sem previsão de liberação. Caminhões e carretas que transportam produtos alimentícios e da região sul e sudoeste do Brasil para os municípios da região, estão parados à margem da rodovia e os produtos estão apodrecendo.

Os empresários que residem em Novo Progresso e tem negócios em Moraes de Almeida, Jardim do Ouro e Creporizão reclamam do descaso na manutenção da rodovia. As empresas de ônibus que fazem a linha Novo Progresso, Itaituba e Santarém estão fazendo baldeação. 'É grande o sofrimento das mulheres com crianças que estão tentando chegar ao destino até o ano novo', diz o motorista Antonio Souza.

Antes do bloqueio da rodovia, passageiros e motoristas reclamam que sofriam para passar nos atoleiros. O trecho entre Moraes de Almeida e a Comunidade Aruri está sem condições de trafegabilidade. Os motoristas afirmam que antes de chegar o período de chuva, que normalmente ocorre entre fevereiro e abril, esse trecho estará destruído.

Gervásio Moreira, motorista de uma carreta, alerta, 'quem está com muita pressa resta a alternativa, pagar o jerico (trator agrícola) e passar os atoleiros para ir embora'.

Segundo a metereologia a situação poderá ficar bem mais dramática. Do outro lado, o trabalho de recuperação e manutenção da Rodovia está abandonada. Até a empresa que tinha escritório em Novo Progresso fechou suas portas, sem perspectiva de que outra empresa venha para continuar os trabalhos.

Apesar da extensão da Rodovia, 800km entre Itaituba e Guarantã do Norte, MT, o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte) vem executando obras apenas entre Riozinho das Arraias e Novo progresso e no município de Trairão, onde está construindo três pontes de concreto que devem amenizar o problema, haja vista em todo o trecho da BR-163, 95% das pontes são de madeira e não suportam o peso dos caminhões.

01/02/2009

Notícias direto do trecho

Bastaram as primeiras chuvas para motoristas e passageiros sentirem os efeitos das péssimas condições de trafegabilidade da rodovia BR-163, no oeste do Pará. Os usuários precisam enfrentar atoleiros, pista escorregadia e o pagamento de pedágio para seguir viagem.

Como todo ano durante o período de inverno amazônico, começa o martírio para motoristas e passageiros de veículos que trafegam pela BR-163. Nossa equipe de reportagem acompanhou a trajetória dos motoristas e passageiros entre Itaituba e Novo Progresso. Uma experiência marcante. Para quem viaja pela primeira, uma sensação de aventura e ao mesmo tempo desespero quando se depara com os buracos mais altos que o veiculo. Para aqueles que estão acostumados, é como se estivesse realizando mais uma aventura. "Perigosa, mas sensacional". Para os motoristas, tensão, cuidados e muita atenção ao volante; "qualquer vacilo, fica no buraco".

Viagens que duravam em média 7 à 10 horas de ônibus ou caminhão, nesse período chega a 24 horas. E as pessoas precisam estar preparados, não devem esquecer-se de levar na bagagem, alimentação, água e remédios, porque saiu do porto de Miritituba (PA) ou de Guarantã do Norte (MT) não se sabe que dia ou hora chega ao destino. Os caminhoneiros já sabem, começou a chuva, tem que parar na próxima ladeira e de preferência ao lado da pista para dá passagem aos veículos menores. Os motoristas de ônibus, as vezes insistem em furar o bloqueio, mas muitas vezes acabam dentro do buraco. Todo mundo desce, se possível empurram, se não sai, espera socorro ou de repente surge um trator agrícola, (aqui muito conhecido por Jirico). Apesar do conforto dos ônibus, poltronas confortáveis, semi-leito, com ar condicionado, mas muitos se aventuram na camioneta D-20, que devido o tamanho e praticidade dos motoristas, dificilmente fica no atoleiro. Geralmente nesse período anda lotada, (chegamos a encontrar uma delas com 19 passageiros e ainda uma mudança). Expedição Transamazonica 03

Apesar do sofrimento, a população em torno da rodovia BR-163 não tem outra alternativa, a não ser pegar a primeira "condução que passa e se unir à outros aventureiros para chegar ao destino". Porém, a viagem é muito perigosa, cheia de surpresa, porque além dos atoleiros e a buraqueira, 98% das pontes ao logo da rodovia são de madeira e estão em péssimas condições e alguns motoristas irresponsáveis, não considerando as condições da rodovia, trafegam em alta velocidade. A rodovia tem muitas curvas e normalmente é difícil a ultrapassagem, dada a visibilidade e as condições da estrada, mesmo assim alguns insistem em por sua vida e a dos outros em risco.
Os caminhoneiros que transportam produtos alimentícios, como frango, frutas e verduras, reclamam que os produtos estragam, "porque a gente sai com a carga de São Paulo e no máximo em 48 horas temos chegar a Itaituba ou Santarém e agora a viagem chega a 75 horas. O motorista Cláudio Simone, reclama que paga impostos, a cada posto fiscal somos cobrados, mas o governo federal não oferece condições para transportar a mercadoria. "Estamos abandonados e todo ano temos passar por este sofrimento".

02/02/2009

Notícias direto do trecho

Expedição Transamazonica 04BR - 319

Considerada a pior estrada federal do País. A rodovia foi construída e asfaltada em 1973, mas só permitiu o tráfego normal durante pouco mais de 10 anos. O terreno é argiloso, o que prejudicou a compactação do asfalto. Em conseqüência disso, o asfalto sumiu ou está totalmente esburacado. Não há manutenção nos trechos críticos.

As fortes chuvas do inverno amazônico contribuíram para que,há mais de 15 anos a estrada não seja mais que uma trilha no meio da floresta. Contam-se aproximadamente 150 igarapés com pontes de toda espécie, desde alvenaria até improvisadas pinguelas. Os dois extremos estão asfaltados de Porto Velho a Humaitá (200 quilômetros) e do município do Careiro até Manaus (180 Km). O pior trecho é o que liga Humaitá ao Careiro.

A presença humana na parte central da BR é pequena, a floresta está preservada e o trânsito de veículos é quase inexistente. Onças e vários outros animais selvagens são vistos constantemente atravessando a estrada.

A BR-319 corta uma das regiões mais preservadas da Amazônia, entre dois grandes rios, o Madeira e o Purus.

11/02/2009

Em breve começa a aventura!

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Nesse momento todos os participantes seguem rumo a Nova Mutum/MT, onde se encontram para iniciar oficialmente, no dia 14 de fevereiro, a Expedição Transamazonica 2009.

Sérgio Holanda, organizador da expedição, saindo de Recife em direção a Nova Mutum já traz relatos como está sendo este percurso:

Primeiro do deslocamento até Nova Mutum, (09/02/2009)

Por Sérgio Holanda:

¨Saímos de Recife tarde, cerca de nove da manhã, uma vez que tive de resolver alguns problemas na minha empresa de última hora. Seguimos em direção a Itaberaba – BA, passando por Garanhuns – PE, Paulo Afonso – BA e Feira de Santana – BA, chegando a Itaberaba às 21:00hs. Em todo o trecho de 980 km tivemos apenas 80km de estradas ruins, na saída de Paulo Afonso, além do trecho de grande volume de veículos na BR-116.¨

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Números do dia: 980 km percorridos em 12 horas.

Obs.: Nenhum acidente registrado no caminho

Segundo dia do deslocamento até Nova Mutum, (10/09/2009)

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Por Sérgio Holanda:

¨Às 5:00hs partimos em direção a Brasília, tínhamos cerca de 1200 km de estradas pela frente. Paramos as 8:00hs para um cafezinho, depois para uma foto próximo ao Morro do Pai Inácio. Uma parada programada em Luis Eduardo Magalhães para o Marcão, meu co-piloto, colocar o estomago em dia em uma churrascaria e continuamos a viagem.

O trecho está quase perfeito, apenas alguns buracos isolados em pequenas partes do caminho e algumas centenas de km com chuva nos acompanhando, em determinado momento os veículos menores estavam parando no acostamento, devido à intensidade da chuva.

Chegamos a Brasília às 20:00hs (21:00hs local) e fomos recebido pela família do meu amigo Willian, inclusive pernoitando em sua casa.¨

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Números do dia: 1240 km percorridos em 15 horas

Obs.: Uma carreta perdeu o controle em uma descida caio no barranco, mas nada de grave aconteceu aos ocupantes.

Terceiro dia do deslocamento até Nova Mutum, (11/09/2009)

Por Sérgio Holanda:

¨Passamos a manhã fazendo um tour pela capital do Brasil, o Marcão não conhecia e fomos mostrar os principais pontos turísticos da cidade. Observamos o cerimonial para o Presidente do Haiti, que em visita ao Brasil foi recebido pelo Presidente Lula. Almoçamos com nossos amigos de Brasília, Toninho, Willian, Rezende e Pequeno em uma churrascaria. Em Brasília encontramos o casal de Luis Eduardo Magalhães, os Verner nos despedimos dos nossos amigos e partimos em direção a Nova Mutum, com uma parada para descanso.¨

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Quarto dia do deslocamento até Nova Mutum, (12/09/2009)

Por Sérgio Holanda:

¨Pernoitamos em Iporã e saímos às 6:30hs em direção a Nova Mutum (cerca de 960km), com previsão de chegada às 17:00hs na casa do nosso amigo Jeison, que em 2008 nos acompanhou na aventura pela transamazônica.

A BR 070 até interceptar a BR 364, está nova e bem conservada, permitindo desenvolver boa velocidade média, mas quando entramos na BR 364 começaram os congestionamentos pela grande quantidade de veículos e principalmente das carretas que puxam os grãos da região.

Na entrada de Cuiabá fomos abordados pelo Sandro de Martino, apresentador do Programa Destaque, da Rede TV do Mato Grosso, mas infelizmente como não iríamos ficar em Cuiabá não tivemos tempo para um release sobre a Expedição Transamazonica.

Seguimos para Nova Mutum pela BR 163, em um trecho extremamente perigoso e com muitos acidentes. Inclusive em determinado momento fui jogado por uma carreta que ultrapassava,em cima de uma ponte,na cabeceira da mesma, quase um acidente.

Já em outro trecho, algumas dezenas de quilômetros a frente, uma carreta bi-trem entrou na contramão e bateu em outro bi-trem, jogando-o numa ribanceira de uns 10 metros de altura e vindo de frente a Hilux, desgovernado. Com reflexo puxei para ribanceira, mas fui atingido na lateral e jogado de volta para a pista, ficando entre as duas carretas e quase despencando na ribanceira de uns 10 metros.

Como resultado o carro ficou avariado e perdemos algumas horas. Com programação de chegar a Nova Mutum perto da 18:30hs chegamos às 22:00hs. Felizmente todos bem, traumatizados, mas vivos. Na chegada o nosso amigo Jeison nos esperava com um churrasco de picanha e cerveja, providencial como nunca, precisávamos beber e comer para esquecer aquele episódio terrível.¨

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Quinto dia já em Nova Mutum, (13/09/2009)

Por Sérgio Holanda:

¨Acordamos cedo e saímos em busca do vidro da Hilux, desamassar um pouco as portas, pelo menos o suficiente para os vidros correrem e fecharem com firmeza. O restante somente em Recife, pois não atrapalham o andar da expedição. Fizemos uma vistoria completa no carro, dois pivôs dianteiros estourados, não tinham no mercado, mas não impede o deslocamento, no mais o carro está perfeito. O grupo está quase completo, chegando o Daniel e o Guillermo (Nissan Xterra), Bruno, Fernanda e Diogo. (Nissan SEL). O Eladio e Ilana (Hilux) tiveram muitos problemas na travessia pela Bolívia, problemas com estradas fechadas, policia montando e desmontando o veículo em cada barreira e que acarretou um atraso de um dia, devem chegar a Nova Mutum na noite do dia 14, o que retardará nossa partida para o domingo dia 15 e somente na segunda-feira estaremos saindo de Guarantã e entrando na parte Off Road. À noite Nosso amigo Jeison nos proporcionou um grande churrasco de costela com muita cerveja, reunindo o grupo em volta de sua grande churrasqueira e entrando madrugada à dentro com muita diversão e piadas incansáveis sobre gaúchos, nordestinos e argentinos.¨

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Sexto dia já em Nova Mutum, (14/09/2009)

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Por Sérgio Holanda:

¨A madrugada inteira foi de chuva, amanheceu chovendo muito, ou seja, muita lama e água pela frente. O dia será de arrumação nos carros, tentando tirar peso da Xterra, que está extremamente pesada o que prejudica seu deslocamento nas rieiras (monte de barro deixado no centro de uma trilha causado pela ação dos pneus ao passarem e cavarem seu trajeto), e a pickup do Bruno, que está tendo dificuldades de manter sua carga presa. A Xterra precisou refazer a peça de apoio do rack, que não agüentou o peso e partiu. Peças refeitas fomos almoçar na casa do Jeison, que parece estar querendo engordar o grupo. O Eladio chegou às 15:00hs e agora o grupo está pronto para partir, mas ainda existe o jantar de Pizza que o Jeison providenciou. Passamos a tarde arrumando os carros e a noite fomos agraciados com muitas pizzas e duas grades de Original, ou seja, o Jeison não queria de forma alguma que partissímos. Em determinado momento um grande amigo do Jeison trosse seu Ford 29 com direção inglesa e fez o maior sucesso entre os expedicionários da transamazônica. Um bela noite providenciada pelo grande amigo Jeison e sua família.¨

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Todos os participantes deixam um agradecimento especial ao Jeison e sua familia por ter recebido todos tão bem em sua casa e pela grande ajuda nos preparativos da Expedição Transamazonica.

1o DIA

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