Notícias sobre como foi o dia de ontem da expedição:
Quinto dia da expedição por Sérgio Holanda:
Em Itupiranga fizemos alguns ajustes nas viaturas: troca dos pneus da Land Rover por lameiro; troca dos pneus do Troller de Carlinho por Fronteiras e conserto no escapamento do Troller de Themoteo. Após uma entrevista para a Rádio local e fotos para o site da prefeitura, seguimos para a transamazônica. Na entrada da estrada fizemos uma oração agradecendo a oportunidade de podermos estar ali e pedimos para que Deus olhasse por nós e por nossas famílias.

Saímos em direção a Altamira, um pouco apreensivos, uma vez que nos informaram que assaltos são comuns no trecho entre Marabá e Novo Repartimento, e que nos últimos dois dias houvera assaltos a veículos nesse trajeto no final da tarde. Mas logo a apreensão deu lugar a excitação de estarmos naquele lugar e realizando uma sonho comum a todos que estavam presente. Com nosso comboio, de sete carros, seguimos para Altamira e fomos agraciados com um sol que não víamos a mais de quatro dias, o que fez nosso deslocamento ser mais rápido e seguro.
No caminho nos deparamos com alguns atoleiros leves; veículos pequenos conseguiam transpor, as carretas aguardavam a lama secar para fecharem as reieiras e seguirem viagem.
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Após uma parada para almoço em Novo Repartimento seguimos viagem, mas depois de 30 km nos deparamos com um conserto emergencial em uma ponte. Isso nos deixou mais de 3 horas parados, junto com caminhões, ônibus e muita gente. Embora tivéssemos perdido tempo (e isso nos motivou a pernoitar em Pacajá), tivemos a oportunidade de conversar com muita gente, caminhoneiros, moradores da região, madeireiros, garimpeiros e outros. Assim nos deparamos com outra realidade, uma outra versão dos fatos que estamos acostumados a escutar na imprensa.
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Um dos fatos que nos chamou atenção foi um comentário sobre o Ibama ter liberado uma área de 1200 hectares para pasto, e em contrapartida não permitir a extração e venda da madeira. Ora, se vai devastar uma área de mata por que não aproveitar a madeira nela existente? Resultado: 1200 hectares de floresta queimada e nenhum aproveitamento de madeira, (isso gera de imediato a retirada ilegal em outra área, coisa que não seria necessária, uma vez que esse volume de área devastada seria o suficiente para alimentar por mais de 5 anos várias madeireiras). Outra história foi a de um fazendeiro que está a mais de 4 anos tentando oficializar uma reserva florestal e simplesmente os órgãos competentes não fazem o menor esforço para que isso aconteça. O que ficou explícito em conversas foi que o governo cria burocracia que gera a irregularidade e em contrapartida gera a violência na Região Norte.
Ao chegarmos a Pacajás, 19:30hs, a Hilux teve o radiador perfurado por algum objeto, provavelmente alguma pequena pedra (proveniente de um veículo a frente ou cruzando), o que configura que no mundo off road a madrinha sempre sofre! E nas verificações após parada, constatamos vazamento nos retentores dos dois Trollers T4 2004 de Jeison e Themoteo, ambos nos diferenciais dianteiros. Isto vai acarretar a necessidade de se andar com a roda livre desligada, sendo acionada apenas nas travessias de lama, ao passo que só conseguiremos os retentores em Santarém ou Manaus. O Troller de Themoteo também apresenta um rolamento dianteiro roncando e os dois amortecedores traseiros estourados. O Troller T4 2008 de Carlos Mustang apresentou um vazamento no diferencial traseiro, certamente porque em Pícos (PI), o funcionário do posto (onde foi feita a troca do óleo) não colocou um anel de vedação novo.
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A manhã de quinta-feira será para resolver o problema no radiador da Hilux. Depois sairemos com destino a Altamira ou o mais próximo de Santarém, todavia nós ainda estamos com a programação sendo cumprida. Certamente na sexta a noite estaremos em Santarém para receber nosso amigo Muniz e retornar a transamazônica seguindo direto para Itaituba com destino a Humaitá e Manaus. O Trecho mais pesado e preocupante da expedição, porém o mais esperado e desejado pelos participantes.
Até o presente momento rodamos 2.437 Km em 39 horas e 58 minutos de deslocamento. Destes pelo menos 1.800 Km foram de muita chuva, o que nos preocupa bastante no que teremos pela frente (diariamente assistimos os noticiários e vemos o estado de calamidade que está vivendo essa região). Em Marabá observamos o rio invadindo alguns locai da cidade. Algumas cidades pequenas no trajeto estão embaixo d’àgua. Nosso deslocamento foi tranqüilo porque fez sol o dia inteiro e da mesma forma que a chuva prejudica a estrada o sol seca rápido e permite desenvolver uma velocidade maior.
Foto da pousada onde os participantes passaram a noite

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