1988 - Sulawesi
Para esta edição do Camel Trophy, o destino escolhido foi a ilha Sulawesi, que pertencente à Indonésia. A diferença básica, é que esta é uma ilha vulcânica na parte noroeste, sendo seu restante composto de terrenos irregulares, desfiladeiros, florestas tropicais e planícies a 500 metros acima do nível do mar - tudo muito similar ao nível de dificuldade exigido em todas as edições do Camel Trophy.
Voltando a utilizar os Land Rover One Ten para a deslocação dos participantes e das equipes de apoio, a comitiva do Camel Trophy recebeu como estreante, desta vez, a equipe oriunda da Argentina. Nesta edição foi implementada uma nova forma de funcionamento
das Tarefas Especiais. Consistia em agrupá-las no início
e no fim do percurso, tendo sido previamente planejadas e preparadas
por membros da organização. Estes elementos não
viajavam com os participantes e o restante comitiva, estando apenas dedicados à instalação
das zonas onde as Tarefas Especiais seriam executadas
Esta alteração permitiu que as equipes entrassem imediatamente no espírito competitivo da prova, nas primeiras 36 horas da edição. Puderam, depois, saborear ao máximo a paisagem magnífica por onde passaram, que os levou de Manado, a Norte, até Torajaland, a cerca de 200km do final. As equipes partem de Manado onde recebem uma dança de boas vindas, por parte dos nativos. Nos 2 primeiros dias de provas, foi a equipe turca que levou a melhor, graças a sua técnica de condução e navegação. Uma vez finalizado estes 2 dias, a equipe partiu em direção as montanhas. Essa rota não é usada a 6 meses, e aos participantes cabe mudar esta realidade que conta com um grande número de árvores caídas, fazendo que o avanço seja lento. Este fato fez com que as equipes usassem mais de 16 vezes os guinchos para tirar as 31 árvores caídas durante o percurso.
Mas ainda havia outros obstáculos importantes a superar, talvez os mais perigosos - os deslizamentos de terra -. Trabalha-se duro, cavando e retirando terra. Ao final, colocam-se guias metálicas para atravessar e prosseguir no percurso. À altura de 1500 metros acima do nível do mar é encontrada uma raiz gigante atravessando o caminho. Paciência, moto serras, guinchos e músculos - afinal, ainda não é hora de parar. À altura de 1500 metros acima do nível do mar é encontrada
uma raiz gigante atravessando o caminho. Paciência, moto serras,
guinchos e músculos - afinal, ainda não é hora de
parar. Agora o problema é a equipe belga com uma avaria na transmissão que não pode ser reparada. De imediato a equipe francesa acolhe a tarefa de rebocá-los, contudo num determinado momento devido a imperícia na direção e extensão da corda utilizada, quase caem todos num barranco de 400m. Visto isso, optam por fazer uma espécie de trem para arrastá-los (Os franceses na frente, eles no meio e outro carro atrás empurrando com 2 barras de ferro corretamente dispostas)
Ao descer encontram um rio onde se banham pela primeira vez, depois de vários dias de aventuras nessa remota parte. A vitória coube à equipe da Turquia, representada por Galip Gurel e Ali Deveci. O prémio de Espírito de Equipe foi entregue a Jim Benson e Marc Day, do Reino Unido
(conteúdo baseado em dados coletados em: Camel Trophy Owners Club; CamelTrophy.es, cameltrophyportugal.com; camel-trophy.nl e publicações da época.) © 2007 Camel Trophy Brasil
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