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Há alguns anos nascia um evento off-road sem precedentes.
Homens e máquinas eram levados ao extremo, enfrentando todo
tipo de obstáculos nos lugares mais inóspitos do planeta,
pondo em prova técnica, resistência, habilidade, sorte, assim
como o mais puro espírito de aventura.
Da primeira prova realizada
várias se repetiram com sucesso ano a ano, reunindo participantes
de todo mundo e conquistando mais e mais fãs em todas as partes.
Estamos falando do Camel Trophy - a maior lenda do off-road mundial.
Já faz alguns anos da realização do primeiro Camel
Trophy até o último, em 2000 (para muitos o de 1996
foi verdadeiramente o último). Infelizmente nenhuma prova com
essência
parecida se realizou novamente. Portando este espaço é dedicado
a todos que relembram saudosos daquela época. Tanto os que tiveram
a sorte de vivenciar cada ano de prova, quanto os curiosos que por algum
motivo
conheceram o Camel
Trophy posteriormente.
Mais que uma simples competição, o Camel Trophy reunia várias
qualidades em um só evento. Uma delas é que o objetivo em
si da prova consistia na união de esforços e no trabalho
em grupo para superar as adversidades do trecho e chegar em seu destino
final. Em contrapartida o Camel Trophy era uma prova dura, focada na condução
fora de estradas.
"Para a boa circulação do sangue,
os médicos recomendam banhos diários com água
quente e fria. Já a participação em apenas
um Camel Trophy produz os mesmos efeitos para o resto da vida." (Andreas
Bender - co-fundador do Camel Trophy)
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Abaixo, um trecho da entrevista de Tito Rosemberg, um dos Brasileiros
que estiveram no Camel Trophy de Bornéo, que dá uma visão sobre
a alma do evento:
Neste nosso
mundo de extremos, há espaço de sobra para os acomodados
e os atirados. Mas nem preciso dizer que os atirados, aqueles que
fazem a hora, nao esperam acontecer, são seres muito mais
interessantes que os acomodados. O carioca Tito Rosemberg, 54 anos,
o ícone máximo do cara que não consegue ficar
muito tempo longe da estrada, da poeira, do mato, do inesperado.
Rodou o mundo quase inteiro antes de fixar residência em
Roma. Mas quem conhece Tito sabe que se trata de um breve repouso.
Ele deve estar pesquisando, informando-se, para partir para sua
próxima aventura. Tito não vive sem essa adrenalina,
e, enquanto escolhe o melhor (ou o mais doido) roteiro, conta para
nossos internautas as emoções de ter cruzado o Deserto
do Saara, participado do Camel Trophy (competição
entre jipes Land Rovers disputada na selva de Borneo, onde foi
o vencedor do troféu "Espírito de Equipe"). Passados mais de 15 anos do Camel Trophy, como você analisa
hoje aquela experiência em Borneu?
Foi mais um dos delírios que tive o privilégio
de poder conhecer. Mas quando participei do Camel Trophy em 1985,
já tinha atravessado o Saara com meu próprio Land
Rover onze anos antes. Esta primeira viagem me ajudou a ser selecionado
para participar do evento em Borneu. Sonhava em participar do Camel
Trophy desde 1981, quando vi a chamada para participantes na Inglaterra,
e em 1982 quando chamavam participantes na Alemanha, mas em ambos
os casos não me aceitaram porque eu não morava nestes
países. Três anos depois, o Camel Trophy chamou brasileiros,
e ai então chegou a minha vez de participar. O Camel Trophy
era na época a maior aventura do planeta, mas hoje já existem
diversos eventos que são cópias quase idênticas,
mas onde se fazem atividades muito mais variadas e divertidas,
alem disso hoje os participantes já não precisam
sofrer tanto quanto nós no Camel de 85, que foi mesmo o
mais duro da história do evento.
Qual foi o momento mais desafiador do Camel Trophy?
Foi quando durante uma passagem em lama muito escorregadia, meu
companheiro Carlos Probst perdeu o controle do Land Rover e saímos
da trilha, caindo num barranco, dando 3 cambalhotas e parando no
fundo de uma ravina. Achei que meu fim tinha chegado, mas, por incrível
que pareça, só tivemos pequenos arranhes.
O que era necessário para se dar bem no Camel Trophy?
Depende. Se fosse para ganhar o prêmio de pilotagem, era
importante ser um excepcional motorista em circunstâncias
dificílimas. Para vencer o prêmio "Espírito
de Equipe", que Carlos e eu ganhamos, era importante não
ser egoísta e participar ajudando nossos companheiros em
dificuldades, sem deixar de tentar ganhar o prêmio de pilotagem.
Qual era o espírito entre as equipes?
Nem sempre agradável. Havia uma clara diferença entre
os italianos, espanhóis e brasileiros, muito mais relaxados
e desejosos de conhecer melhor os companheiros de outras equipes,
e os japoneses, ingleses, alemães e holandeses, que queriam
ganhar qualquer custo, chegando ao ponto de recusar ajudar companheiros
em dificuldades, de esvaziar os jipes para ficarem mais leves e poderem
vencer melhor as dificuldades da trilha.
Você se aventuraria numa outra competição
dessas, hoje em dia?
Com certeza! Sou um apaixonado pelo fora de estrada, pela natureza
e pelos lugares onde a presença do ser humano ainda muito
pequena, e o Camel Trophy tinha tudo isso.
(Entrevista retirada do site http://www.familiaaventura.ig.com.br)
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Mais um relato que ilustra a competição, pertence a Nilton
Ricardo,
jornalista brasileiro que participou da edição de 1986 - Austrália.
“O Camel Trophy'85 foi a maior barbaridade
ecológica que aconteceu, nunca tanta serras elétricas
foram usadas com tanta ânsia na derrubadas de árvores
centenárias, o comboio deixou um rastro de destruição
por onde passou. Já o Camel Trophy da Austrália, país
desenvolvido ecologicamente, até uma guimba de cigarro
era proibido jogar no chão. Durante todo o trajeto,
buracos eram feitos para enterrar os lixos biodegradáveis e
os plásticos, pilhas, etc. eram guardados dentro dos
Land Rovers. Foi uma competição
de alto nível, na verdade não foi uma competição
e sim um grande passeio aonde todo mundo se ajudava e o prêmio foi para aquele que teve o melhor espírito
de equipe.
Quando deixamos a cidade de Cooktown (homenagem ao Capitão
James Cook, descobridor da Austrália) as 14 equipes, a fim
de darem uma sacaneada nos juízes, começaram
a dirigirem os seus jipes de marcha à ré,
estava muito mole o "passeio" e foi a partir desse dia
que o "bicho" pegou. Existia um trajeto pré estabelecido
e o que faz o passeio interessante são os specials
tasks que nada mais é do que teatrinho para nós fotógrafos
e cinegrafistas terem matéria para
serem divulgadas em todo o mundo. Quanto tinha que atravessar um
rio por um determinado trecho previamente estudado, as equipes querendo
superar o grupo de Bornéo'85, simplesmente saiam do roteiro e procuravam o pior
local para realizar a travessia - foi um Deus-nos-acuda - só tinha
pilotos radicais e o Brasil não
ficou atrás e coitado de nós jornalistas, éramos
os últimos a fazer o mesmo percurso dos pilotos profissionais
(a maioria era profissional e os melhores do mundo. O
Japão concorreu com 6000 para selecionar 2, para
se ter uma idéia).
Quando os engenheiros nos entregaram os carros disseram: podem
quebrar só não vale jogar o carro propositalmente contra uma árvore.
Dos 45 Lands Rovers todos chegaram inteiros no final do "passeio".”
Nilton Ricardo foi
convocado pela revista Manchete para fazer a cobertura do Camel
Trophy de 86. Naquela época acabara de realizar
a Conquista do Pico da Neblima junto com a tropa de Elite de Pára-Quedistas
do Exército. Aventura que teve duração de 30
dias no meio da selva.
Devido ao seu currículo de aventuras foi convidado a ser
responsável
por um dos carros dos jornalistas (eram 4 veículos) e esteve
na direção durante quase todo o percurso. |
Hoje em dia desfrutar de boas informações
sobre o Camel Trophy é difícil. Já não se encontram
mais sites oficiais sobre o evento. Apenas páginas de entusiastas como
esta. De qualquer
modo, estarei sempre buscando em revistas antigas e outros meios novas
informações para serem disponibilizadas. Meu objetivo é atualizá-lo
pelo menos uma vez por mês. Se quiser, cadastre-se para
receber informações
sobre atualizações
| Ultimas novidades (20/05/2009) |

A revista Planeta
Off-Road saiu na frente com a homenagem aos 30 anos
do Camel Trophy e fez uma reportagem especial sobre o evento.
Os assinantes da revista poderão conferir na edição
deste mês uma matéria completa sobre o Camel Trophy. São
8 páginas da revista dedicada ao evento, com fotos inéditas
além de informações e relatos sobre a aventura.
Um agradecimento especial ao amigo Adriano Rocha e a
todos da revista
Planeta
Off-Road. Eu e todos os demais admiradores
do evento ficamos contentes em rever nosso saudoso Camel Trophy
nas páginas de uma
conceituada revista fora de estrada.
Se você não é assinante da revista, clique
aqui e garanta seu exemplar. Ou acesse o endereço: http://www.planetaoffroad.com.br/
David l. Marcelino
| Ultimas novidades (20/05/2009) |

Blog
Camel Trophy Brasil - Para uma melhor interação com os
visitantes dessa página foi criado o blog Camel Trophy Brasil.
Este blog trará curiosidades, vídeos e tudo mais relacionado ao Camel
Trophy, a expedições e ao universo off-road em geral. Clique
aqui e
conheça.
| Ultimas novidades (10/03/2009) |

É com grande sucesso que se finaliza e edição 2009 da expedição
Transamazônica. Foram mais de 3000 quilômetros através das
rodovias BR - 163, BR -230 e BR - 319. Muitas aventuras, obstáculos e paisagens
belas que reserva a grande floresta. Muitos momentos no meio dessa rica
diversidade que compõem
a região amazônica.
Um aos
participantes pelo espírito de equipe e
àqueles que acompanharam tudo através do portal da expedição.
Fique ligado no site da expedição, pois a todo momento
estaremos trazendo atualizações, fotos, vídeos e demais detalhes do evento.
http://www.cameltrophy.com.br/transamazonica2009
687474703A2F2F7777772E6573746164697374696361736772617469732E636F6D2F65737461646973746963617320677261746973
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Davidson L. Marcelino.

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empresa proprietária da marca registrada Camel Trophy.
A WBI não endossa este site, nem qualquer das atividades
deste grupo.
(conteúdo baseado em dados coletados
em: Camel Trophy Owners Club; CamelTrophy.es, cameltrophyportugal.com;
camel-trophy.nl e publicações da época.)
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